Falta de mão de obra desafia construtoras

Pressionada pela escassez de mão de obra, a construção civil gaúcha estima necessitar de 15 mil novos trabalhadores para atingir a projeção de crescimento de 5,5% em 2011. Com a previsão de manutenção da demanda aquecida e maiores investimentos públicos e privados em grandes obras, o setor busca alternativas de curto prazo para suprir as necessidades de material humano, de serventes de pedreiro a engenheiros.

O gargalo de pessoal, aliado a outras dificuldades, como a demora da análise de projetos pelos órgãos públicos, pode ser um obstáculo para a meta ser alcançada, alerta o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil no Estado (Sinduscon-RS), Paulo Vanzetto Garcia.

– O ambiente econômico é favorável, as pessoas querem comprar, mas não sei se conseguiremos construir as obras – pondera Garcia.

Em 2010, quando o Índice de Atividade da Construção Civil Gaúcha (IAC-RS) subiu 8,7% – a maior taxa dos últimos 15 anos e acima das expectativas iniciais –, o setor empregou 18,2 mil pessoas a mais ante 2009. Com isso, fechou o ano com 125 mil trabalhadores, quase o dobro do que há cinco anos.

Além de buscar a substituição do trabalho braçal por tecnologia, as saídas para preencher as ofertas de emprego foram abrir maiores espaços para mulheres e egressos do sistema prisional. Também cresce a busca por operários de Estados do Nordeste e de profissionais como engenheiros de países do Mercosul. O diretor administrativo do Sindicato dos Engenheiros do Rio Grande do Sul (Senge-RS), Jorge Luiz Gomes, contesta a falta de profissionais e afirma que na entidade há cadastrados 204 currículos de engenheiros civis aguardando oportunidade.

Remuneração subiu 20% entre alguns profissionais
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil de Porto Alegre, Valter Souza, confirma ter recebido informações sobre a chegada de operários forasteiros.

– Ainda não temos dados para aferir isso, mas temos gente a campo fazendo levantamento – diz Souza.

Para o Sinduscon, pode ser uma fonte relevante de mão de obra o número de pessoas que opta por pedir desligamento do serviço e, enquanto recebe o seguro-desemprego, trabalha na informalidade.

O descompasso entre procura e oferta de emprego no segmento também se reflete na remuneração. Dados do Sinduscon indicam que, nos últimos 12 meses, o salário de pedreiros e serventes subiu 8,5% e o de mestre de obras com até 25 subordinados, 17%. Para profissionais com número superior de subordinados, a alta foi de 20%.

(Fonte: http://revista.penseimoveis.com.br/especial/sc/editorial-imoveis/19,480,3190612,Falta-de-mao-de-obra-desafia-construtoras.html)

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